Proteínas

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São polímeros formados por aminoácidos (monômeros) por meio de ligações peptídicas.

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Os aminoácidos contam com a presença de carbono quiral (quase sempre), função amina e ácido carboxílico. Além da presença de radical variável! OBS: a variação do radical determina o tipo de aminoácido!

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Com a variação do radical apenas, podemos ter diversos aminoácidos.

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Além disso, existe, também, uma classificação quanto aos aminoácidos, na verdade, quanto a sua produção:
Temos os aminoácidos essenciais: são aqueles que não são produzidos no nosso organismo. E os não essenciais: que são aqueles que o nosso organismo produz. Porém, a classificação "essencial" e "não essencial" não tem nada a ver com o quantos são essenciais ou não, propriamente dizendo. Todos os aminoácidos são extremamente importante no nosso metabolismo, sem sequer um deles, muitas reações deixam de ocorrer; portanto, essa classificação diz respeito, apenas, a sua produção no organismo.

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Existem também os aminoácidos não proteinogênicos, que são aminoácidos que não fazem parte da composição de proteínas, embora tenham sua função individual no nosso organismo, por exemplo: ornitina e citrulina - participação no ciclo da ureia - tiramina – derivado da tirosina, inibe enzimas que degradam adrenalina; taurina – produzida a partir da cisteína, ela ajuda na emulsificação das gorduras, atua na vigília, e amplifica o efeito da insulina; beta alanina – atua como tampão dentro da célula muscular, evitando sua acidez.

Um conhecimento necessário que é propicio ao post é sobre o ciclo da ureia, também conhecido como ciclo da ornitina. Esse ciclo é uma série de reações que visam transformar amônia em ureia. A amônia é uma substância tóxica, quando em elevadas concentrações, ameaça, principalmente, o sistema nervoso; o ciclo ocorre no fígado e envolve os aminoácidos arginina, ornitina e citrulina.

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Existe uma doença, autossômica recessiva, chamado fenilcetonúria, em que o portador é incapaz de metabolizar o aminoácido fenilalanina. Neste caso, forma, nesse portador, um composto tóxico para o sistema nervoso denominado ácido fenilpirúvico. Nesses casos, o indivíduo deve evitar alimentos com fenilalanina. OBS: Ela é detectada no teste do pezinho!

Vamos a nossa hora feliz da clínica para podermos criar curiosidade em descobrir algumas coisas sobre as proteínas;

Caso Clínico:
Paciente masculino, 68 anos, trazido à emergência pela filha, e segundo a mesma o pai passou a apresentar de manhã alteração súbita de consciência, queda do estado geral, ictérico, vomitando, urina escura (cor de coca-cola), fezes amareladas e com dor abdominal. Relata que o pai é portador de cirrose hepática por abuso de álcool e apresentou tosse com produção de catarro amarelado e febre de 39 graus iniciada há 2 dias.

Exame físico: Paciente ictérico (3+/4+), vomitou durante o exame, desidratado, desorientado (não sabe onde está, não responde as perguntas de modo satisfatório, apresenta respostas não congruentes com as perguntas), hipocorado (2+/4+), tossindo e apresentando esforço respiratório, febril (38.5 graus).
• Aparelho pulmonar: Estertor crepitante em pulmão direito (sugestivo de pneumonia) e frequência respiratória de 27.
 • Aparelho cardíaco: pressão 90/50, FC = 120, ausculta cardíaca normal.
• Abdome: edemaciado, dor à palpação em região do fígado, fígado de tamanho diminuído e peristalse normal.
 • Membros inferiores: pulsos presentes e edema bilateral (2+/4+).

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Conduta: Acesso venoso e hidratação agressiva
• Fármacos para evitar o vômito e para dor.
 • Exame de sangue completo:
 • Hemograma, bilirrubinas, enzimas hepáticas, eletrólitos (Na, K, Ca, etc), função renal (uréia e creatinina), amônia do sangue.
• Raio X de tórax
• Iniciar antibiótico terapia para pneumonia.

Resultado dos exames:
• Hemoglobina = 9,5 (normal >13)
• Leucócitos = 17.000 (normal entre 4mil e 10mil)
 • Bilirrubinas = bem elevadas
• Enzimas hepáticas = bem elevadas
• Uréia e creatinina = normais
 • Amônia = elevada
 • Raio X de tórax = imagem sugestiva de pneumonia

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Conclusão:  O paciente apresenta a função do fígado já debilitada por um quadro de cirrose.
Devido ao quadro infeccioso (pneumonia) esses pacientes podem apresentar piora da função hepática (fígado).
 A icterícia, edema de membros inferiores, desorientação e urina de aspecto coca-cola têm relação com a piora da função do fígado. Tratando a pneumonia o quadro tende a se estabilizar.
O tratamento definitivo da cirrose é apenas com transplante (não podemos fazer nada no momento).

Explicação:
Explique o motivo do paciente em questão apresentar elevados níveis de amônia no sangue, qual a relação desse resultado com a cirrose; e o motivo pelo qual o paciente se apresenta ictérico e descreva de onde surge no nosso organismo a bilirrubina.

O paciente apresenta elevados níveis de amônia no sangue por não conseguir realizar corretamente sua conversão em ureia pelo ciclo da ornitina, esse metabolismo se encontra reduzido nos pacientes com cirrose, já que a função do fígado está prejudicada.

Já a icterícia, ocorre pelo aumento dos níveis de bilirrubinas no sangue, estas devem ser eliminadas pelo fígado, juntamente com a bile no intestino delgado, como o paciente se encontra com a função hepática prejudicada, ele não consegue eliminar esses compostos. A bilirrubina surge da metabolização da hemoglobina presentes na hemácia feita pelo baço, possuindo um tom amarelado.

Função das proteínas:

Estrutural: nosso corpo possui diversas proteínas que fazem parte da nossa biomassa; como, por exemplo, o colágeno, que está presente entre as células, a actina e miosina, que está presente dentro das células musculares, a tubulina, que forma o citoesqueleto das células, e a queratina, presente na epiderme. Além da elastina e fibrilina, proteínas que formam as fibras elásticas. Em uma escala maior, as proteínas permitem que nos movamos.


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Função de defesa:  Os nossos anticorpos, produzidos lá pelo linfócito B e pelos plasmócitos, são de constituição proteica, como, por exemplo, a imunoglobulina G (IgG)  Eles possuem alta especificidade contra os antígenos, ligando-se a eles e anulando sua função, além de sinalizarem os macrófagos para sua fagocitose. Lembrando que quando produzimos anticorpos contra nosso próprio organismo de forma defeituosa, estamos iniciando o que é conhecido como doença autoimune.




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Função hormonal: Vários hormônios possuem natureza bioquímica protéica, eles são responsáveis em transmitirem sinais para coordenar os processos biológicos entre diferentes células, tecidos e órgãos Bom, nesse caso, visando prova, decore essa rataria: decore os hormônios esteroides (lipídicos), quem sobrar é proteína! Exemplos: Insulina, Glucagon, Calcitonina...

Regulador do volume plasmático: Essa função é específica da proteína albumina. A albumina é uma proteína feita pelo fígado que possui força atratora de água para dentro dos vasos sanguíneos, o que se denomina pressão oncótica. Fígado com problemas produz pouca albumina; o sangue perde água e esta fica no espaço intercelular ocasionando edema.

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Vamos para nossa hora feliz na clínica, aprofundar esse conceito!!!


Caso Clínico: Kwashiorkor (desnutrição proteica)

Como as fotos são bem comoventes, irei colocar desenhos representativos, mas, se a curiosidade for maior: as fotos no Google são bem expositivas.

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(Voltar nesse tópico)

Participação na coagulação: A coagulação sanguínea é um processo que visa bloquear lesões em vasos e parar processos de sangramento. Existem diversas proteínas que fazem parte da famosa cascata de coagulação. Como a protrombina – quando ativada vira trombina!, e o fibrinogênio - quando ativado vira fibrina!. Ambas são produzidas pelo fígado. Portanto, se o fígado estiver doente, consequentemente, ele irá produzir menos protrombina e fibrinogênio, dificultando uma coagulação correta.

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Rataria: para coagular corretamente precisamos de: vitamina K , cálcio, protrombina, fibrinogênio e plaquetas; qualquer deficiência de um desses itens vai dificultar o processo!

Fonte de energia: Nosso corpo pode usar aminoácidos como fonte de energia . No entanto, esse é o último dos últimos dos casos! As proteínas e aminoácidos são fonte de energia terciária. Mas esse processo ocorre em jejum prolongado, estimulado pelo hormônio cortisol, pois quando usamos proteínas para produzir energia estamos degradando nossa própria biomassa. Enfim, mas ocorrendo esse processo; nesses casos, alguns aminoácidos podem ser transformados em glicose no fígado por uma reação conhecida como gliconeogênese. Outros podem ser convertidos em AcetilCoA e dar início ao Ciclo de Krebs.
O uso de proteínas em vez de carboidratos como combustível também causa estresse nos rins, levando à passagem de subprodutos dolorosos na urina.
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Utilizando aminoácidos para energia

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Aminoácidos, glicogênios e cetogênicos

Juntando alguns conhecimentos: No jejum... nosso corpo ficara com hipoglicemia (baixa concentração de glicose no sangue. Nesse caso, o hormônio que será secretado é o glucagon, que por sua vez é produzido nas células alfa pancreática. Ele então, irá atua no fígado e no tecido adiposo. O glucagon vai atuar no fígado estimulando a glicogenólise! O que significa hidrólise do glicogênio para formar várias moléculas de glicose. E como o fígado é bonzinho ele irá transportar essa glicose pro sangue, para mandar, preferencialmente, para os neurônios. Pois eles são aquela célula Nutella, lembra? Esse processo visa impedir uma redução exacerbada da glicose do sangue!

Quando o glicogênio acabar, nosso fígado produzirá glicose a partir do glicerol ou de aminoácidos, processo conhecido como gliconeogênese. O glucagon vai estimular a reação de gliconeogênese, onde o fígado irá produzir glicose a partir do glicerol.  Vale lembrar que o glicerol faz parte dos glicerídeos, que são gorduras. O glucagon atuará, de novo, no tecido adiposo estimulando o processo de lipólise, ou seja, hidrólise dos triglicerídeos formando glicerol e ácidos graxos.  O glicerol. então, vai para o fígado sofrer gliconeogênese. Mas e os ácidos graxos? Para onde vão? Eles são encaminhados para o fígado, músculo estriado cardíaco e músculo estriado esquelético. Esses tecidos conseguem gerar AcetilCoA a partir dos ácidos graxos. E nós que lembramos de bioenergética sabemos que o AcetilCoA da início ao Ciclo de Krebs! Essa reação é conhecida como beta oxidação lipídica! Então não esqueça, pelo amor do plantão! Glicerol vira glicose! Ácido graxo é consumido direto no Ciclo de Krebs!

MAS E AS PROTEÍNAS NESSE VUDU TODO? É agora que a gente brilha!!! No jejum prolongado o nosso corpo passa a produzir o hormônio cortisol. Este irá atuar no músculo, estimulando a quebra das proteínas (proteólise) e formação de aminoácidos. Os aminoácidos são enviados para o fígado, participando da gliconeogênese e formando glicoses para enviar pro sangue!
Então, fagocita aí:
 Jejum curto: Glucagon estimula lipólise, glicogenólise e gliconeogênese. As glicoses vão pro sangue. Glicerol vira glicose e ácidos graxos vão para o ciclo de Krebs.
 Jejum prolongado: O glucagon continua atuando beleza gente? Cortisol estimula lipólise e proteólise! Os aminoácidos formados vão para o fígado sofrer gliconeogênese.

Classificação das proteínas;
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As proteínas começam a funcionar quando adquirem sua forma tridimensional complexa (estrutura terciária). A forma final e ideal das proteínas é determinada pela sequência dos aminoácidos (estrutura primária) da mesma. A forma tridimensional ideal é mantida por ligações intramoleculares, ou seja, a proteína faz ligações com ela própriaQualquer alteração nessa forma prejudica a função das proteínas. Esse processo é conhecido como desnaturação.

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Forças intermoleculares

QUEM PODE DESNATURAR AS PROTEÍNAS?
 A temperatura quando ELEVADA pode quebrar as ligações intramoleculares das proteínas ocasionando a desnaturação. Exemplo: proteínas corporais atuam em média a 36 graus, elevando isso pra 41 graus: elas começam a desnaturar.
A partir do pH ótimo de uma proteína, a variação do pH pra ácido ou alcalino pode ocasionar desnaturação também. Exemplo: a amilase salivar atua bem num pH = 7, variações para ácido ou básico geram desnaturação e afetam sua função.


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Proteínas na saúde óssea:

A digestão de proteínas libera ácidos na corrente sanguínea, que o corpo geralmente neutraliza com cálcio e outros agentes tamponantes. Como resultado, pesquisas iniciais teorizaram que comer muita proteína requer muito mais cálcio - que pode ser extraído do osso. Uma revisão sistemática de 2009 descobriu que isso não parece acontecer. 

Outras considerações envolvendo proteínas:

> Proteínas específicas dos alimentos e do meio ambiente estão envolvidas em alergias alimentares, que são reações exageradas do sistema imunológico (como glúten e doença celíaca , por exemplo).

>As revistas médicas também estão cheias de relatórios relacionando respostas alérgicas a fontes específicas de proteínas com uma variedade de condições (problemas respiratórios, problemas digestivos crônicos, etc.). Ovos, peixe, leite, amendoim, nozes e soja causam reações alérgicas em algumas pessoas.

>Indivíduos diagnosticados com certas doenças (como doença renal e hepática) precisam monitorar a ingestão de proteínas de acordo com as orientações do médico.

>Você também deve ter ouvido falar que o uso de antibióticos na produção de alimentos de origem animal contribuiu para o surgimento de "superbactérias" ou cepas de bactérias resistentes aos antibióticos atualmente disponíveis. Em 2016, o FDA anunciou um programa voluntário para limitar o uso rotineiro de antibióticos na produção de alimentos (como dar antibióticos a animais saudáveis ​​para ajudá-los a crescer mais rapidamente). [24] Como consumidor, você pode querer encontrar produtos "criados sem antibióticos" se você planeja comer carne. Algumas empresas apresentam esse idioma na embalagem, outras não.

Deficiência:
Em todo o mundo, no entanto, a falta de proteína na dieta é motivo de preocupação, principalmente quando afeta crianças. Ele pode levar a problemas de desnutrição, como kwashiorkor e marasmo. Estes podem ser fatais.

Uma deficiência também pode surgir se uma pessoa tiver uma condição de saúde, como:
um distúrbio alimentar, por exemplo, anorexia nervosa; certas condições genéticas, os estágios posteriores do câncer
Dificuldade em absorver nutrientes, devido, por exemplo, à síndrome do intestino irritável (SII) ou cirurgia de bypass gástrico.

Uma ingestão muito baixa de proteínas pode levar a:
tônus ​​muscular fraco
edema, que é inchaço devido à retenção de líquidos
cabelos finos e quebradiços
lesões de pele
em adultos, perda de massa muscular
em crianças, crescimento atrofiado.

Testes bioquímicos podem mostrar baixos níveis séricos de albumina e hormônios.


Sobre as enzimas; merecem um post só pra elas!

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